Como escolher colchão: 8 passos essenciais para escolher o seu

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Quem é que nunca se sentiu como Cachinhos Dourados em busca do colchão perfeito? Ora muito macio, ora muito duro…um dilema digno de contos de fadas!

A sorte é que na vida real não precisa ser assim. Com as informações certas fica muito mais fácil escolher o colchão certo para você. E é claro que a gente te ajuda com dicas espertas. Bora conferir!

Como escolher colchão em 8 passos

1. Tamanho

Tamanho

 

Uma das primeiras coisas que você precisa considerar é o tamanho do colchão. E como fazer isso? Medindo a sua cama.

Existe atualmente uma grande variedade de tamanhos de colchões, acompanhe a tabela a seguir:

  • Berço Padrão: 0,60cm ×1,30m
  • Berço Americano: 0,70cm ×1,30m
  • Solteiro Pequeno: 0,78cm ×1,88m
  • Solteiro Padrão: 0,88cm ×1,88m
  • Solteirão: 0,96cm ×2,03m solteirão
  • Viúva: 1,28m ×1,88m
  • Casal Padrão: 1,38m ×1,88m
  • Casal Queen Size: 1,58m ×1,98m
  • Casal King Size: 1,93m × 2,03m

O colchão de solteiro, por exemplo, pode ter até três tamanhos diferentes, assim como os colchões de casal.

Por isso, para não ter dúvidas sobre o tamanho certo do colchão tire as medidas da sua cama e, caso esteja comprando o colchão pela primeira vez é importante também tirar as medidas do quarto também para ter certeza que ele é proporcional ao ambiente.

Outro detalhe importante, mas que deve ser considerado, é a roupa de cama. Os modelos padrões são os que possuem maior variedade e, consequentemente, melhor preço para lençóis e cobre leitos. Já as roupas de cama para modelos de colchão do tipo solteirão ou viúva, por exemplo, são muito difíceis de encontrar prontos para venda. Na maioria das vezes é necessário fazer sob medida.

O mesmo vale para as camas de casal do tipo queen e king size. Apesar de ser fácil encontrar roupa de cama para esses tamanhos de colchão, o preço pode acabar se tornando uma desvantagem, já que frequentemente costumam ser mais caros do que os enxovais para cama de casal padrão.

2. Densidade

Densidade

Depois de definir o tamanho ideal do seu colchão é necessário avaliar outro aspecto, desta vez mais técnico, que é a densidade.

A densidade diz respeito ao peso que o colchão é capaz de suportar. Isso impacta diretamente na qualidade do seu sono e na durabilidade do seu colchão.

Via de regra, os colchões com maiores densidade são indicados para pessoas mais pesadas, enquanto aqueles de densidade mínima são recomendados para pessoas mais leves.

Bebês e crianças até três anos de idade podem dormir tranquilamente em colchões de densidade 18. A partir dos três anos, a densidade recomendada é a 23, capaz de suportar pessoas de até 60 quilos.

A partir daí a densidade aumenta de acordo com o peso. No caso de colchão de casal, a densidade deve ser escolhida a partir do cônjuge que tem maior peso e não pela soma do peso do casal.

Por exemplo, se um dos cônjuges pesa 60 quilos e outro 80 quilos, a densidade correta é a D33, capaz de suportar pessoas com até 90 quilos.

O colchão de maior densidade é o D45, indicado para pessoas até 150 quilos. Acima disso, recomenda-se o uso de um colchão fabricado sob medida. Confira abaixo a tabela completa de densidade para colchões:

  • D18: recém-nascidos e crianças até 3 anos
  • D23: pessoas de até 60 kg e altura máxima de 1,70m
  • D28: pessoas de até 80 kg e altura máxima de 1,80m
  • D33: pessoas de até 100 kg e altura máxima de 1,90m
  • D45: pessoas de até 150 kg e altura máxima de 1,90m

Mais uma dica importante: você pode escolher um colchão com densidade acima do seu peso, por exemplo, suponha que o seu peso é de 60 quilos, o colchão pode ter densidade 28, sem nenhum problema para sua saúde ou para a durabilidade do colchão. Contudo, o contrário não é recomendado.

Ou seja, não utilize um colchão com densidade menor que o seu peso. Por exemplo, uma pessoa de 80 quilos não deve dormir em um colchão D23.

3. Posição de dormir

Posição de dormir

A posição de dormir também influencia na escolha do colchão, sabia disso? Quem dorme de costas, por exemplo, precisa de um colchão mais firme capaz de oferecer a sustentação necessária para a coluna e o pescoço.

O mesmo vale para quem dorme de bruços. È importante que o colchão seja firme o suficiente para a coluna não se curvar.

Quem dorme de lado, por sua vez, precisa de um colchão mais macio para aliviar a pressão nos ombros e quadril.

Contudo, aqui vai um lembrete: a melhor posição para dormir é a de costas, evite dormir de bruços e de lado para não prejudicar a coluna.

4. Conforto

Conforto

O teste do colchão é praticamente uma unanimidade para te ajudar no momento da compra. Por isso, não sinta vergonha e deite-se no colchão, sentindo a maciez e o conforto. Apesar da densidade ser a mesma, muitos modelos apresentam níveis de conforto diferentes.

Isso é muito perceptível na maciez ou na firmeza do colchão. Alguns modelos são mais macios e tendem a afundar junto com o corpo, o que não é muito interessante para a saúde das suas costas.

Já os modelos mais firmes podem ser desconfortáveis se você tem o hábito de dormir de lado.

O ideal é que o colchão fique entre a maciez e a firmeza, nem demais, nem de menos.

5. Preço e qualidade

O colchão que você está prestes a comprar é um investimento para sua saúde e bem estar. Portanto, nem sempre a melhor opção é se guiar pelo preço.

Os modelos mais baratos quase sempre são fabricados com espuma de qualidade inferior. No entanto, um colchão caro não é sinônimo de qualidade. È sempre importante avaliar a marca que produz o colchão, o material e o acabamento. Solicite ao vendedor um laudo que comprove a qualidade do produto e veja se o preço está de acordo.

E sabe aquela super promoção de colchão? Desconfie. Um colchão que custava caro e de repente passou a ter um preço inferior pode ser um indicativo de produto que está sobrando no estoque. E sabe qual o problema disso? O tempo que ele ficou parado sob uma pilha de outros colchões causa deformidades e altera a qualidade do produto.

A data de fabricação do colchão também precisa ser levada em conta. Prefira aqueles fabricados mais recentemente, com no máximo, seis meses. Os colchões mais velhos podem sofrer as mesmas deformidades citadas anteriormente.

O selo do INMETRO também te ajuda a determinar se o colchão possui uma boa qualidade, então, não deixe de conferir esse detalhe.

6. Garantia

A garantia do colchão é uma coisa importante e garantida por lei. Alguns fabricantes, no entanto, para atestarem a qualidade de seus produtos, oferecem um tempo de garantia ainda maior. Esse pode ser um bom indicativo de que o colchão é de boa qualidade.

7. Material

Material

Por fim, mas ainda muito importante, é o tipo de material com que o colchão foi fabricado. Os modelos mais comuns (e baratos) são os de espuma.

Os colchões de espuma possuem diferentes tipos de tamanho e densidade, são mais leves, fáceis de transportar e possuem boa capacidade térmica. Contudo, são mais indicados para pessoas que dormem sozinhas ou para casais com biótipo parecido, de modo a preservar o colchão e garantir uma melhor qualidade de sono.

Já os colchões de mola, muito populares também, são mais duráveis e ótimos para lugares quentes, uma vez que o sistema de molas permite uma melhor ventilação.

O colchão de mola, em especial o modelo com molas ensacadas, é muito recomendado para casais, uma vez que quando um se mexe o outro não sente.

Em contrapartida, costumam ser mais caros e pesados.

Outro tipo de colchão que está se tornando popular é o de viscoelástico, conhecido também como NASA. Esse tipo de colchão é fabricado a partir de uma espuma diferenciada desenvolvida pela agencia espacial norte americana.

A grande vantagem desse colchão é a sua capacidade em se moldar ao corpo e retornar ao formato original depois do uso.  O colchão de viscoelástico consegue aliviar os pontos de pressão no corpo, oferecendo uma noite de sono mais tranquila e reparadora.

Contudo, se a espuma for muito macia, o efeito pode ser contrário e acabar resultando em desconfortos ao acordar.

8. Não se iluda

Na hora de comprar o seu colchão, especialmente em lojas físicas, tenha cuidado para não cair na lábia dos vendedores. Muitos deles prometem até a cura de certos tipos de enfermidades, como hérnia de disco e artrose, graças ao colchão. Isso é um mito. O que o colchão pode fazer é aliviar sintomas e promover uma melhor qualidade de vida, mas sozinho ele não tem poder curativo.

Também não se deixe levar pela aparência do colchão. É comum que muitas pessoas se encantem com um tecido bonito ou uma textura diferenciada, mas lembre-se que o colchão ficará mantido sob uma camada de lençóis e você sequer vai ver a estampa do tecido.

E depois que o seu colchão já estiver em casa lembre-se de cuidar dele direitinho para que ele dure muitos e muitos anos. Faça isso usando capas protetoras e virando-o de lado regularmente.

De resto, é só aproveitar e ter uma boa noite!