Plantas aquáticas: tipos, exemplos e fotos para você saber quais são elas

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Exóticas, as plantas aquáticas sempre despertam interesse e curiosidade.

Conhecidas também como hidrófitas ou macrófitas, as plantas aquáticas se caracterizam pela necessidade de estarem submersas na água, senão totalmente, ao menos uma parte da planta. 

As plantas aquáticas são muito utilizadas na decoração de aquários e no paisagismo de lagos e fontes, mas também tem sido muito comuns dentro das casas, cultivadas, nesse caso, dentro de vasos. 

Existem diversos tipos de plantas aquáticas. Algumas possuem raízes profundas para retirar o alimento que precisam diretamente do solo, outras, no entanto, conseguem sobreviver apenas pelos nutrientes contidos na água.

As plantas aquáticas se diferenciam também pela necessidade de exposição a luz, pelo ciclo de vida, pela existência ou não de flores e, é claro, pela aparência. 

Nesse sentido, as plantas aquáticas dão um show à parte, revelando o lado mais excêntrico, bonito e curioso da natureza.

Bora então descobrir mais um pouco sobre essas verdinhas que vivem na água e, de quebra, ainda aprender como cultivá-las dentro de casa? Continue acompanhando o post com a gente:

Tipos e exemplos de plantas aquáticas

A seguir listamos algumas das plantas aquáticas mais populares e que podem ser cultivadas sem grandes dificuldades. Essas plantas aquáticas se distinguem especialmente pela forma de cultivo: flutuantes, de vaso e aquário. Dá só uma olhada:

Plantas flutuantes

As plantas aquáticas flutuantes, como o próprio nome sugere, diz respeito a um grupo de plantas que possui a capacidade de flutuar sobre as águas. Elas são muito comuns em lagos e rios, mas também podem ser usadas em projetos paisagísticos em fontes de água e até mesmo em vasos. Confira a seguir as principais espécies:

Imagem 1 – Vitória-régia (Victoria amazônica).

Vitória-régia (Victoria amazônica)

A vitória régia é uma das plantas aquáticas mais conhecidas. Originária da floresta amazônica, a vitória regia pode ser encontrada tanto no Brasil, quanto na Bolívia e nas Guianas.

Uma curiosidade: você sabia que essa é a maior planta aquática do mundo? Suas folhas podem chegar a incríveis 2,5 metros de diâmetro. Outra característica interessante dessa planta é que suas flores duram apenas 48 horas.

Para cultivar a vitória régia é necessário um lago ou tanque com, no mínimo, 90 centímetros de profundidade.

A planta precisa de sol pleno e temperaturas altas, entre 28º e 32º.

A vitória regia pode ser cultivada em água mineral ou de chuva. O solo deve ser argiloso sem a necessidade de muitos compostos orgânicos.

Imagem 2 – Lentilha d’água (Lemna minor).

Lentilha d’água (Lemna minor)

Ao contrário da vitória régia, a lentilha d’água é considerada a menor planta aquática do mundo, com folhas que não ultrapassam os cinco milímetros de diâmetro.

Com formato arredondado e um tom de verde profundo, a lentilha d’água realmente se assemelha a uma lentilha, por isso o nome.

Apesar de ser uma planta flutuante, a lentilha d’água é muito utilizada em aquários, já que muitas espécies de peixes se alimentam dessa planta.

O cultivo é muito simples, uma vez que a planta não exige grandes cuidados, apenas a troca regular da água e uma boa exposição a luz, apesar de não ser necessário mantê-la sob sol direto. Cuidado apenas para que a lentilha d’água não cresça demais e acabe tomando conta de todo o aquário.

Imagem 3 – Alface d’água (Pistia stratiotes).

Alface d’água (Pistia stratiotes)

A planta aquática alface d’água é muito popular entre os paisagistas. As folhas da planta realmente se assemelham a uma alface, o que confere a espécie uma aparência muito bonita.

A alface d’água pode ser cultivada em lagos, fontes e até mesmo em vasos, uma vez que suas folhas não atingem mais do que 20 centímetros.

A planta precisa de sol pleno para se desenvolver e, preferencialmente, uma água livre de cloro. Use, nesse caso, água mineral ou água de chuva.

Imagem 4 – Aguapé (Eichornia crassipes)

A aguapé, conhecida também como jacinto de água, é a planta aquática perfeita para que quem ama flores. Isso porque a espécie produz flores lindas e muito decorativas em tons de roxo azulado.

O cultivo da aguapé é simples: basta expor a planta ao sol. Se ela for cultivada em lagos ou espelhos d’água não é necessário adubação, mas se a planta estiver em vasos é importante oferecer um reforço nutritivo periodicamente.

Imagem 5 – Chapéu de couro (Echinodorus grandiflorus).

Chapéu de couro (Echinodorus grandiflorus)

A planta chapéu de couro é muito utilizada para tratar problemas de intestino e inflamação. Mas não só para isso.

A planta também traz um efeito decorativo muito bonito em lagos, fontes de água e aquários.

Para cultivá-la basta manter a planta sob sol pleno

Imagem 6 – Estrela-branca (Nymphoides indica).

Estrela-branca (Nymphoides indica)

Natural da Ásia e da Austrália, a estrela branca é muito utilizada no paisagismo de lagos e brejos. Suas flores brancas e miúdas possuem cinco pétalas, como uma estrela.

O cultivo da estrela branca deve ser feito sob sol pleno ou meia sombra, apesar da planta se desenvolver melhor sob a luz solar. É importante também que o solo do lago seja bem adubado e rico em matéria orgânica.

Imagem 7 – Planta mosaico (Ludwigia sedioides).

Planta mosaico (Ludwigia sedioides)

O formato da planta mosaico é bem curioso. Suas folhas possuem forma de losango, criando uma espécie de encaixe que faz com que a planta realmente pareça um mosaico.

Natural do Brasil e da Venezuela, a planta mosaico pode ser cultivada em lagos e fontes de água com solo rico em matéria orgânica, já que as raízes estão fixadas na terra. A planta mosaico também precisa de sol, pelo menos oito horas por dia.

Plantas de vasos

As plantas aquáticas de vaso são uma opção para quem não tem fontes ou lagos em casa, mas mesmo assim deseja contemplar diariamente a beleza dessas verdinhas. Veja algumas das espécies para vasos mais populares:

Imagem 8 – Lótus.

Lótus

Quem nunca ouviu falar da flor de lótus? A flor símbolo do hinduísmo indiano. A planta possui várias representações espirituais, como a do chackra coronário ou o simbolismo da pureza, já que a flor consegue sobreviver mesmo em meio a águas lamacentas e sujas sem perder a sua beleza.

A flor de lótus pode ser cultivada em vasos e, acredite, ela pode durar por até 300 anos.

Imagem 9 – Lírios de água.

A lírio de água é outra espécie aquática de flores delicadas. Pode ser cultivada tanto em vasos, quanto em lagos e beiras de rios.

O diferencial dessa planta é que ela aprecia climas frios, portanto, se você mora em uma região mais fria, a lírio de água é perfeita.

Imagem 10 – Sombrinha-chinesa (Cyperus alternifolius).

Sombrinha-chinesa (Cyperus alternifolius)

A sombrinha chinesa é uma planta de solo, mas que pode ser cultivada dentro de lagos ou em vasos com terra sempre úmida ou até mesmo encharcada.

De crescimento rápido, a sombrinha chinesa encanta pelas suas folhas com hastes eretas e levemente curvadas. O cultivo dessa planta deve ser feito a meia sombra, já que o excesso de luz solar pode queimar as folhas.

Imagem 11 – Ninfeia (Nymphaea).

Ninfeia (Nymphaea)

A ninfeia é mais um exemplo de planta aquática com flores exóticas e incrivelmente belas que variam entre branco, rosa e azul. O cultivo da ninfeia pode ser feito em vaso ou lagos.

A ninfeia é uma planta flutuante que precisa de sol por pelo menos seis horas ao dia. A adubação também é importante para essa espécie. Use adubos aquáticos de liberação lenta.

Imagem 12 – Singônio (Syngonium angustatum).

Singônio (Syngonium angustatum)

De todas as plantas aquáticas, a singônio deve ser a mais popular. A peculiaridade dessa espécie é que ela pode ser cultivada tanto em vasos com terra, quanto em vasos de água.

O singônio deve ser cultivado a meia sombra e, por essa razão, a planta é perfeita para ambientes internos.

Imagem 13 – Cavalinha (Equisetum hyemale).

Cavalinha (Equisetum hyemale)

A cavalinha, assim como o singônio, vive bem tanto no solo, quanto na água. O diferencial dessa planta está nas hastes finas e alongadas, capazes de deixar qualquer ambiente mais elegante.

Para o cultivo da cavalinha providencie um local que receba, ao menos, quatro horas de luz solar direta por dia.

Imagem 14 – Inhame preto (Colocasia esculenta aquatilis).

Inhame preto (Colocasia esculenta aquatilis)

Se você gosta de folhagens, então precisa conhecer o inhame preto. Essa planta que pode ser tanto de solo, quanto aquática, possui folhas arroxeadas, quase pretas, em formato de coração. São perfeitas para a decoração de interiores, apesar de também ser usada em paisagismo externo.

Os cuidados com o inhame preto incluem exposição ao sol e adubação regular com adubo do tipo NPK 10-10-10.

Plantas de aquário

As plantas de aquário geralmente são menores e possuem a capacidade de filtrar e eliminar impurezas da água. Quase sempre também essas plantas servem de abrigo e alimento para os peixes. Confira as mais populares:

Imagem 15 – Tenellus.

Tenellus

A tenullus é uma das plantas mais utilizadas para a forração de aquários. Para cultivá-la, no entanto, é fundamental oferecer iluminação adequada e um substrato rico em matéria orgânica no chão do aquário.

Imagem 16 – Riccia.

Riccia

A riccia é uma planta aquática flutuante que serve de abrigo para peixes pequenos. Ela pode ser cultivada em aquários domésticos, mas é importante oferecer luz em quantidade suficiente.

Imagem 17 – Salvinia.

Flutuante, a Salvinia decora os aquários e ainda oferece proteção para os peixes. As folhas miúdas e peludinhas dessa planta conferem um visual muito bonito para os aquários, mas é preciso ter cuidado para que ela não tome conta de todo o espaço.

Imagem 18 – Eleocharis.

Eleocharis

A Eleocharis é uma planta aquática submersa com aparência de um capim. Ela serve tanto para decorar, quanto para proteção e abrigo dos peixes.

Imagem 19 – Samambaia africana.

Samambaia africana

A samambaia africana é, de fato, uma espécie de samambaia, mas de pequeno porte e de característica submersa. Ou seja, ela é perfeita para pequenos aquários.

Imagem 20 – Lobelia

A lobelia é uma mini planta aquática que se desenvolve de modo submerso. Ela é super decorativa, mas também é útil como abrigo e proteção dos peixes.

Imagem 21 – Musgo de java (Taxiphyllum Barbieri)

Musgo de java (Taxiphyllum Barbieri)

O musgo de java não possui raízes e absorve os nutrientes por meio de seus caules e folhas. A planta costuma ser fixada em pequenos troncos para decorar o fundo de aquários.

Imagem 22 – Elódea (Egeria densa)

Elódea (Egeria densa)

A Elódea é a típica planta de quem está começando agora a cuidar de um aquário. Ela é fácil de cuidar, mas precisa estar em contato com limo para absorção de nutrientes.

Imagem 23 – Rabo-de-raposa (Cabomba furcata)

Rabo-de-raposa (Cabomba furcata)

A rabo de raposa é uma das opções mais bonitas para decoração de aquários. Mas a planta é exigente. Ela precisa de adubação regular, alta exposição a luz, solo fértil e PH sempre equilibrado entre 6 e 7,5.

Imagem 24 – Anubia anã (Anubia barteri var. nana)

Anubia anã (Anubia barteri var. nana)

A anubia anã é uma planta aquática submersa de fácil cultivo. Suas folhas pequenas não exigem muita luminosidade para fazer a fotossíntese. Em contrapartida, é necessário oferecer CO2 para que a planta se desenvolva adequadamente.